Uma orquestra composta por novos talentos.

Desde a sua formação em 2005, a Orquestra Clássica de Espinho (OCE) tem apresentado uma programação diversificada e um grau de afirmação expressivo, enquanto aposta na valorização dos novos músicos portugueses

Ao longo das últimas décadas Espinho afirmou-se como uma cidade de referência no panorama musical português, em boa parte por acção da Academia de Música de Espinho (AME), fundada em 1960 por iniciativa de várias instituições e personalidades espinhenses, entre as quais o então presidente da Câmara Municipal de Espinho, o Eng. Manuel Baptista e o professor Mário Neves, desde logo designado seu primeiro Director Artístico. No contexto desse pioneirismo caracterizador da acção da AME, foi fundada, em 1989, a Escola Profissional de Música de Espinho (EPME), a qual, desde a sua formação, vem consolidando uma posição de prestígio em Portugal e no estrangeiro, pela sua acção pedagógica de formação de jovens músicos e de produção concertística.

Ancorados nos resultados do trabalho de produção concertística da Orquestra Clássica da Escola Profissional de Música de Espinho – formação que materializou o resultado directo e visível de um projecto educativo inovador, tendo apresentado desde 1989 centenas de concertos, um pouco por todo o país e também no estrangeiro (Escócia, Alemanha, Espanha, Brasil) -, entenderam a Câmara Municipal de Espinho e a EPME avançar na consolidação e afirmação daquela formação, através da criação da ORQUESTRA CLÁSSICA DE ESPINHO (OCE), o que sucedeu em Julho de 2005.

A OCE constituiu-se assim como formação de carácter semi-profissional, embora de génese académica, sendo preferencialmente integrada por alunos e ex-alunos da EPME, sem dispensar, no entanto, o concurso de jovens músicos empenhados em solidificarem a sua formação. A OCE, através deste modelo de funcionamento, configura um projecto inovador no nosso país, destacando-se pela qualidade do trabalho apresentado e pela possibilidade que confere a jovens instrumentistas, pré-profissionais, de acederem a uma prática regular como músicos de orquestra, assim estimulando a sua actividade musical em fase de transição para a inserção no mercado de trabalho.

A OCE tem apresentado uma programação diversificada, obtendo o concurso de solistas e maestros convidados, detendo já um grau de afirmação expressivo. Destacam-se as suas apresentações no Coliseu do Porto (Concertos Promenade e Festival Mozart), no Teatro Helena Sá e Costa, nos Cine-Teatros de Aveiro e Estarreja, no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães, no Centro de Artes da Figueira da Foz, no Cine-Teatro Paraíso em Tomar, na Casa da Música, no Teatro de Vila Real, entre outras, e no Festival dos Oceanos, Liaboa, em 2009. Nos últimos anos tocou com solistas de renome como Adriano Jordão, Elisabete Matos, Gilles Apap, Romain Garioud, Alexis Cárdenas, Elisso Virsaladze, Ilya Gringolts, Alina Pogostkina, Ana Quintans, o Septeto de Juan Carmona, entre outros. A OCE tem como Director Artístico e Maestro Titular o Maestro Pedro Neves.

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Maestro titular – Pedro Neves

Pedro Neves é conhecido pela sua versatilidade enquanto artista, sendo o seu percurso pautado pela consistência, profundidade e coerência artisticas, sempre através de uma expressiva liderança. O seu repertório abarca todos os períodos da história da música, incluindo a música produzida nos dias de hoje, tendo já realizado numerosas estreias de compositores portugueses. Actualmente é Maestro Titular da Orquestra Clássica de Espinho, tendo tido no passado estreitas ligações com a Orquestra Gulbenkian, como Maestro Associado, e também com a Orquestra do Algarve, como Maestro Titular. É membro fundador da orquestra de cordas Alma Mater.

Na presente temporada destacam-se as colaborações com a Real Filarmonia da Galiza, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquesta Sinfónica Portuguesa. Depois do sucesso do bailado O Lago dos Cisnes de Tchaikovsky, na temporada passada, Pedro Neves colaborará este ano com a Companhia Nacional de Bailado na produção do bailado O Quebra Nozes de Tchaikovsky. Participará também na celebração do centenário da morte de António Fragoso, dirigindo um programa dedicado exclusivamente às suas obras. Fez recentemente a sua estreia com a Orquestra Filarmónica do Luxemburgo e com a Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, realizando com esta última a estreia do concerto para violino e orquestra do compositor brasileiro Celso Loureiro Chaves; o sucesso desta colaboração levou Pedro Neves de novo ao Brasil para a participação no Festival de Inverno de Campos do Jordão.

Ainda em Portugal, Pedro Neves colaborou com a Orquestra Clássica da Madeira e a Orquestra Filarmonia da Beiras, dirigindo também a ópera La Cenerentola de Rossini no Teatro Nacional de São Carlos com a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Outras colaborações recentes incluem a Orquestra da Cidade de Joensuu na Finlândia e a Orquestra Sinfónica de Porto Alegre no Brasil. Como professor e mentor de jovens músicos, Pedro Neves é docente na Academia Nacional Superior de Orquestra e na Universidade do Minho, desenvolvendo uma regular colaboração com a Orquestra Geração Sistema Portugal.

Como impulsionador da nova música, Pedro Neves colabora frequentemente com o Remix Ensemble Casa da Música, com o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa e com o Sond’arte Electric Ensemble, com o qual realizou digressões ao Japão e à Coreia do Sul.

O seu percurso como violoncelista é realizado no Conservatório de Música de Aveiro, na classe da professora Isabel Boiça, na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe do professor Paulo Gaio Lima e na Escuela de Música Juan Pedro Carrero, em Barcelona, sob orientação do professor Marçal Cervera. Obteve o grau de licenciatura em direcção de orquestra na classe do professor Jean Marc Burfin, na Academia Nacional Superior de Orquestra, prosseguindo os seus estudos com Emilio Pomàrico e Michael Zilm. Na sua discografia recente destacam-se três discos gravados com a Orquestra Gulbenkian para a etiqueta Naxos e Fundação Gulbenkian. Pedro Neves é doutorando na Universidade de Évora, sendo o objecto do seu estudo as seis sinfonias de Joly Braga Santos.

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